Foi demitido? Saiba como fazer o seu dinheiro render mais.

Na atual crise que estamos vivendo, a demissão sem justa causa é o que vem acontecendo com a maioria das pessoas que tem deixado seus postos de trabalho. Mas, se a rescisão de seu contrato de trabalho ocorrer, saiba que não ficará na mão. Você terá direito às chamadas “verbas rescisórias”.  São elas:

– 13º salário correspondente aos meses trabalhados – Férias vencidas e férias proporcionais – Adicional de 1/3 sobre férias (vencidas e proporcionais) – Descanso semanal remunerado – Saldo de salários (correspondente aos dias trabalhados do mês) – Saldo total de seu Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) – Multa no valor correspondente a 40% do saldo do FGTS durante todo o período de trabalho – Aviso prévio (caso o seu empregador não queira que você o cumpra no trabalho e decida indenizá-lo).

Você ainda tem direito ao seguro desemprego, que será pago pelo governo. Você receberá de três a cinco parcelas, que vão variar de acordo com o quanto recebeu nos seus três últimos salários, a quantidade de meses trabalhados e quantas vezes já recebeu o seguro desemprego nos últimos três meses. O valor máximo das parcelas é de R$ 1.643,72. 

Vale lembrar, contudo, que no dia 11 de novembro entra em vigor a reforma trabalhista, podendo trazer mudanças em relação às regras dos contratos, o que pode vir a alterar as verbas rescisórias.

Agora vamos ao que interessa. Como fazer para que o valor do seu “acerto” renda mais?

A verba rescisória será uma ajuda para você se manter enquanto não consegue um novo emprego. Então, não se empolgue usando o dinheiro em viagens ou na compra de algum bem. 

Primeiro, faça uma reserva de emergência. Recomenda-se, em geral, que ela tenha o valor equivalente a seis meses de salário. Mas a nossa sugestão é que a quantia seja suficiente para você se manter por até um ano. Para tanto, provavelmente, terá que reequilibrar o seu orçamento e cortar as despesas supérfluas. 

Para esticar ao máximo o dinheiro recebido, o valor contido em sua reserva de emergência precisa ser investido de forma diversificada. Você pode deixar uma parte na poupança e, mês a mês, ir transferindo para a conta corrente, a fim de pagar suas despesas essenciais. 

Outra parte você deve destinar a aplicações com liquidez maior para os seis primeiros meses, como fundos de renda fixa. Já a parte restante deve seguir para investimentos de liquidez menor, como CDB e LCI. Nestes, seu dinheiro vai render mais.

Uma dica final: se você tiver uma boa ideia, pode usar sua verba rescisória para abrir um negócio. Mas, primeiro, precisa fazer uma boa pesquisa de mercado (oportunidades, custos, tributos e taxas, etc.) e um plano de negócios. A dica é buscar o apoio do Sebrae, que oferece cursos presenciais e também on-line (veja aqui).

Fonte: Proteste.

Nair Eulália Ferreira da Costa

Advogada militante em Belo Horizonte. MG. Direito do Consumidor, Direito Imobiliário, Direito da Saúde. Pós-graduada em Direito Processual pela PUC. MG. Autora do Blog Defesa do Consumidor. Articulista na plataforma JusBrasil.[email protected] ou (31) 3309-5975. Não respondemos dúvidas por telefone, agende sua consulta. Acompanhe nosso blog pelo facebook e seja o primeiro a ler nossas postagens.

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